O setor moveleiro gaúcho conta com a força e representatividade de uma entidade que há mais de 20 anos atua em prol do desenvolvimento das empresas: a Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul). Em seu quadro social constam mais de 300 associados, distribuídos em 72 municípios.
Desde sua fundação, em 14 de setembro de 1987, a entidade vem acumulando conquistas em benefício do progresso do segmento moveleiro. Sua agenda de reivindicações está sempre na vanguarda de ações planejadas para garantir condições de crescimento e fortalecimento às empresas. Essa postura pró-ativa remete a necessidade de buscar soluções para problemas comuns que afetavam diversos fabricantes de móveis, finalidade de sua criação. Sua sede é no município de Bento Gonçalves (na Serra gaúcha, a 120 Km de Porto Alegre), principal fabricante de móveis do Rio Grande do Sul.
A MOVERGS é responsável pela organização da FIMMA Brasil (Feira Internacional de Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira), que ocorre a cada dois anos, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves. O encontro de negócios está entre os seis maiores do mundo para o segmento.
Outro grande evento que a MOVERGS organiza a partir de 2011 é a Brasil Móveis - Feira Internacional. A iniciativa visa a unir os pólos moveleiros em busca de novas oportunidades de negócio e crescimento para a cadeia produtiva de madeira e móveis.
| 2010 - 2013 | Ivo Cansan | Multimóveis |
| 2007 - 2009 | Maristela Cusin Longhi | Multimóveis |
| 2005 - 2007 | Luiz Attilio Troes | Móveis Tremarin |
| 2003 - 2005 | Ivanor Scotton | Politorno Móveis |
| 2001 - 2003 | Sérgio Dalla Costa | Motiva Indústria de Móveis |
| 1999 - 2001 | Paulo R. Paes Barros | Mobitec Indústria de Móveis |
| 1997 - 1999 | Claudiomar Verza | Universum do Brasil Ind. Moveleira |
| 1995 - 1997 | Paulo Farina | Móveis Carraro S/A |
| 1990 - 1995 | Nelto Scarton | Joviplast Indústria Plástica |
| 1987 - 1990 | Aldo Cini | Madesa S/A. - Indústria de Móveis |
"O papel da primeira gestão da MOVERGS foi unir o setor e criar uma entidade que atendesse às necessidades comuns das empresas moveleiras, e que, integrada à AFAM (Abimóvel) no contexto nacional, somasse esforços junto ao governo federal e aos ministérios. Hoje, vejo que o papel da MOVERGS é muito mais abrangente e envolve – além da representatividade do setor moveleiro estadual e da busca por mercado – uma formatação de estratégias que alavancam o segmento não só em âmbito gaúcho, mas nacional. Tal reconhecimento é de extrema importância, pois ajuda toda a cadeia produtiva do setor a ter mais força dentro e fora do país. A entidade representa a união do setor, além de aproximar as empresas à realidade internacional"
Aldo Cini
Presidente da MOVERGS 1987–1990
"Na época, formou-se uma estrutura ampla, nomearam-se 16 comitês técnicos, nove câmaras setoriais, além dos núcleos e das comissões de apoio. Todos os integrantes dos comitês eram moveleiros associados e tinham relação profissional com a área em que iriam atuar na entidade. Tudo passou a funcionar muito bem, com a realização de diversos seminários em áreas afins e intensa participação dos associados. Além da estruturação da entidade, houve a aquisição da sede própria da MOVERGS, e a idealização da FIMMA Brasil, um desafio para a época, mas havia a compreensão de sua importância e dos benefícios que proporcionaria ao setor."
Nelto Scarton
Presidente da MOVERGS 1990-1995
"Nesta época, a entidade nacional não estava efetivamente estruturada e representativa e a MOVERGS praticamente assumiu o relacionamento com o Governo Federal na região Sul. Foi no segundo ano do meu mandato que se formataram as primeiras tentativas de negociação para a redução do IPI, além de iniciarmos o processo de reconhecimento do setor moveleiro e da importância de discutirmos, juntos, as questões que envolvem o segmento. Assim, nas gestões futuras, foi possível atingir os objetivos máximos da entidade."
Paulo Farina
Presidente da MOVERGS 1995–1997
"Durante a minha gestão, houve a prospecção de mercados internacionais, com a presença em feiras e missões, com o intuito de fortalecer a MOVERGS no exterior. Como consequência disso, houve a participação coletiva de empresas com potencial exportador em feiras internacionais, com altos subsídios governamentais. A partir desta participação ativa das empresas gaúchas, desenvolveu-se a consciência exportadora, com a fabricação de produtos específicos para mercados específicos."
Claudiomar Verza
Presidente da MOVERGS 1997–1999
"Conseguimos conscientizar o Governo Federal sobre a importância da redução do IPI para o setor moveleiro. Na ocasião, fomos felizes na iniciativa, porque conceituamos uma fórmula capaz de explicar ao Governo que um pequeno alinhamento de insumos incidentes sobre o móvel compensaria a redução. O Governo acatou a nossa reivindicação e, enfim, houve a tão requerida redução do IPI incidente sobre móveis de madeira, de 10% para 5%, iniciada muito antes da minha gestão. Além disso, como a forma de diálogo com o Governo era através das Câmaras Setoriais, sugerimos a unificação deste canal e passamos a contar, depois de muito empenho, com a Câmara Setorial de Madeira e Móveis"
Paulo Renato Paes Barros
Presidente da MOVERGS 1999–2001
"Construímos, naquele período, a Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis, possibilitando o entendimento de que o setor é um elo desse ciclo e, por isso, passamos a ter uma visão macro do segmento moveleiro. Ao representar toda a cadeia produtiva, a entidade assume a condição de ícone do setor moveleiro, pois sintetiza o crescimento e o desenvolvimento do segmento, além da possibilidade que a entidade exerce na difusão do conhecimento. Por isso, estar à frente de uma associação como a MOVERGS é uma oportunidade de conquistar admiração, crescimento profissional e pessoal."
Sergio Dalla Costa
Presidente da MOVERGS 2001-2003
"A oportunidade de participar de missões empresariais na Europa com visita ao Centro de Tecnologia e também ao laboratório de ensaios para certificações, em Udine, na Itália, possibilitou o aprimoramento do conhecimento por parte dos empresários que lá estiveram, na época de minha gestão. Hoje, esses ensaios são realizados pelo Senai Cetemo, em Bento Gonçalves, servindo, inclusive, como certificação para normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Tivemos também a implantação da planta da Fibraplac, em Glorinha (RS), a primeira indústria de MDF no Estado e a duplicação da planta da Satipel (hoje Duratex)."
Ivanor Scotton
Presidente da MOVERGS 2003–2005
"A representação da entidade na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi um movimento que deu visibilidade ao setor moveleiro do Estado do Rio Grande do Sul, na época, e comprovou a nossa representatividade. Com a desvalorização cambial enfrentada pelos moveleiros naquele tempo, foi preciso provar aos governantes as dificuldades enfrentadas pelo segmento. Então, fomos até lá, inclusive, para mostrar como um produto de exportação era precificado. Além disso, a profissionalização dos executivos internos foi outro destaque desta gestão. A equipe conseguiu crescer junto com a entidade, porque houve o entendimento de que era necessário manter este staff preservado, já que as diretorias mudam."
Luiz Attilio Troes
Presidente da MOVERGS 2005–2007
"A expressividade política da MOVERGS, com a interlocução junto aos governos Estadual e Federal, foi uma das ações que mais marcou a gestão. Conquistamos alguns pleitos, mediante esta representatividade, como a liberação do ICMS ao setor e a equalização do IPI que, na gestão seguinte, foi concedida aos moveleiros. O resultado desta e de outras iniciativas dos gestores da MOVERGS pode ser avaliado pela sua representatividade. Hoje, a entidade é respeitada não só no estado do Rio Grande do Sul, mas nacional e internacionalmente. Ao longo dos anos, e pelo trabalho de todas as diretorias, construiu uma história de desenvolvimento e inovação."
Maristela Cusin Longhi
Presidente da MOVERGS 2007–2009
"Batalhamos por incentivos que beneficiassem o setor moveleiro, pela conquista de novas matrizes produtivas, soluções para alguns problemas mais graves, como a questão da logística. Lutamos para que o nosso segmento tivesse capacidade de competir, com a desoneração dos produtos que vão para fora do Brasil. Além disso, a MOVERGS fez um sacrifício extra, por meio de sua diretoria, do conselho e dos associados, para manter a antiga Fenavem – o então Salão Abimóvel – sob o controle dos interesses do setor moveleiro nacional. Com isso, a representatividade da MOVERGS se ampliou e, através da realização da Brasil Móveis 2011, passamos a nos relacionar de forma diferenciada com as autarquias do governo federal. Isso abriu caminhos, ampliou o diálogo e beneficiou as solicitações em prol do coletivo."
Ivo Cansan
Presidente da MOVERGS 2009–2011 / 2012-2013
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