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  • 20.01.2012

    Barreiras do governo argentino voltam a preocupar produtores brasileiros

    Medida exigirá que importadores declarem antecipadamente suas compras, a partir do próximo mês

    A partir de 1° de fevereiro, o governo de Cristina Kirchner exigirá que importadores declarem antecipadamente suas compras, o que afetará os produtores brasileiros. O presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), Ivo Cansan, falou a respeito deste assunto, em entrevista ao Jornal NH.

    Depois de um 2011 complicado nas relações entre Brasil e Argentina, que colocou travas às exportações de calçados e móveis, em 2012 o quadro pode ser agravado. Isto porque a partir de fevereiro, os importadores argentinos terão de obter aprovação prévia da autoridade tributária do país antes de fazer qualquer compra no exterior.

    O novo mecanismo de controle atingirá mais de 10 mil importadores argentinos. A declaração antecipada é tanto para o ingresso de produtos finais como de insumos para a indústria, o que afetará os produtores brasileiros. O Palácio do Planalto avalia a decisão e não descarta uma resposta ao país vizinho.

    A presidente Cristina Kirchner, que iniciou seu segundo mandato no mês passado, assinou uma série de medidas protecionistas, entre elas a expansão da lista de produtos sujeitos ao demorado procedimento de licenciamento prévio para importação e a obrigação de que as empresas equiparem suas importações com exportações de igual valor.

    Para o presidente da Movergs, Ivo Cansan, cada medida do país vizinho para proteger a indústria local é um ataque ao setor moveleiro gaúcho. “A briga é com o Estado do Rio Grande do Sul. Ele [governo da Casa Rosada] está visualizando uma possibilidade das indústrias se instalarem na Argentina”, relata.

    Como defesa de sua tese, disse que enquanto o Brasil cresceu 25% nas exportações de móveis para a Argentina em 2011, o Estado gaúcho perdeu 21% do mercado. “O Rio Grande do Sul chegou a ter 40% do mercado, hoje detém pouco mais de 12%, e a cada ano perdemos mais espaço”, afirma. Segundo ele, dos US$ 150 milhões exportados pelo País em 2011, o Estado só representa US$ 17 milhões.

    Editado a partir de http://www.jornalnh.com.br/economia/368135/argentina-levanta-mais-barreiras-aos-produtos-made-in-brazil.html

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