Feira cumpriu seus objetivos de unir setor moveleiro nacional e favorecer a prospecção de negócios e ações de relacionamento
Quem circulou pelos corredores da Brasil Móveis teve a oportunidade de conferir as novidades de alguns dos mais gabaritados fabricantes do setor e, ainda, prospectar a consolidação de negócios e parcerias futuras no segmento comercial. “De uma forma geral, percebemos que os expositores ficaram bastante satisfeitos com sua participação na feira e já estão percebendo o retorno do investimento. Para nós, da organização, foi uma alegria muito grande ver o sucesso dessa aposta que ousamos empreender em São Paulo”, define o presidente da Comissão Organizadora, Ivo Cansan.
A edição de 2011 reuniu 128 expositores vindos de diversos polos moveleiros nacionais. Seus estandes foram vistos por mais de 20 mil visitantes profissionais, que vieram de todas as regiões do país a fim de conhecer as novidades da feira. Circularam pelos corredores do Anhembi, nos quatro dias da feira, pessoas de 28 países diferentes – prova concreta do bom momento pelo qual passa o mercado brasileiro e seus produtos na avaliação dos estrangeiros. Esse fluxo de empresas e visitantes deve ser responsável por movimentar cerca de R$ 290 milhões em negócios, conforme estimativa da organização da feira. “Temos todos os indicativos para acreditar que no período pós-feira, ou seja, já no decorrer dos próximos 60 dias, alcancemos e possivelmente até venhamos a superar esses números”, avalia Cansan.
A meta para 2013 é agregar ainda mais diferenciais à feira, ampliando sua representatividade em âmbito nacional e otimizando o foco para manter a excelência na geração de negócios. A próxima edição da Brasil Móveis, daqui a dois anos, já tem data definida: de 06 a 09 de agosto, no Anhembi, em São Paulo.
Segmentação e atendimento personalizado
Foi-se o tempo em que o sucesso de uma feira era medido apenas pelo fluxo de pessoas circulando pelos estandes durante os dias do encontro. Hoje, muito mais vale o foco do visitante e a segmentação do público – essa é a opinião de diversos expositores que estiveram na Brasil Móveis 2011. “Nosso estande teve uma movimentação ideal: a medida exata de pessoas para que pudéssemos atender com a devida atenção cada visitante, e, especialmente, trabalhar com eles a prospecção de negócios”, conta o diretor da Modecor, Marcelo Pires. Prova disso é a previsão de que 90% dos contatos feitos no período devam se traduzir em negócios reais para a empresa. “Perdeu quem não veio”, resume Pires.
Quem também deixou o pavilhão do Anhembi satisfeita com a participação foi a equipe da Ecoflex. “Fomos positivamente surpreendidos não só pelo público, mas pela concretização de pedidos já durante o período do encontro. Valeu a mobilização para participar da feira”, diz a responsável pelo marketing, Alcirene Muller. Tão valiosa quanto a movimentação durante os quatro dias do encontro são as perspectivas que a Brasil Móveis deixa em aberto para seus participantes. A Móveis Província, por exemplo, recebeu sete visitantes internacionais no estande, acenando com possibilidades de novos negócios para a marca. Isso, aliado ao contato com parceiros de todas as regiões do país, que puderam conhecer os lançamentos da marca na oportunidade, tornou bastante positiva a participação da empresa na feira. “Os resultados ficaram muito acima das expectativas”, comenta o diretor Roberto Costa.
Melhores momentos
Quem não pôde participar da Brasil Móveis 2011 tem a chance de conferir através de ferramentas online tudo o que ocorreu no Anhembi. Para isso basta acessar a galeria de fotos, onde estão disponíveis imagens que resumem os melhores momentos da edição deste ano do encontro. Veja como foi a feira acessando o Facebook da Brasil Móveis:
http://www.facebook.com/profile.php?id=100002287613180
http://www.brasilmoveis.com.br/
Projeto Comprador acena com boas oportunidades para a exportação
Em dois dias de rodadas de negócios, o Projeto Comprador da Brasil Móveis 2011 promoveu quase 150 reuniões comerciais de aproximação entre empresas brasileiras e importadores de diversos países e, acima de tudo, incontáveis possibilidades para a consolidação de parcerias. “Tive doze encontros e todos eles foram bastante positivos, especialmente graças ao trabalho prévio de seleção e organização das reuniões, que colocaram frente a frente pessoas com interesses em comum. Pudemos constatar uma boa receptividade dos importadores e estimo que entre 60 e 70% desses encontros devem render negócios”, avalia a assistente de exportação da BRV, Aline Agatti.
Essa postura acessível dos estrangeiros foi a tônica que garantiu a satisfação de quem participou das rodadas. “Percebemos que os compradores estão mais flexíveis, dispostos a explorar as alternativas disponíveis para firmar parcerias com o mercado brasileiro. Querem conhecer o que fazemos e trabalhar junto. Assim fica muito fácil fazer negócio”, aponta Luis André Tissot, da Sierra Móveis. Interessados nos produtos com assinatura verde e amarela, os importadores estão buscando toda a variedade de opções disponíveis no portfólio das empresas. “Participei de cerca de oito reuniões e nelas pude expor todo o mix da marca. Notamos que existe o interesse por parte do comprador em adquirir produtos com variedade, ou seja, linhas altas e econômicas, para todos os ambientes. Isso facilita a experiência de venda e permite prospectar a continuidade das parcerias”, diz o representante comercial da Kappesberg, Idarcy Gaieski.
Algumas das empresas participantes já conseguiram a façanha de concretizar acordos ainda durante a feira. A Multimóveis, de Bento Gonçalves, por exemplo, fechou negócio com um importador do Panamá e deve fazer o embarque das mercadorias ainda neste mês de agosto. “Melhor do que isso é o fato de outras reuniões realizadas durante a feira terem reais possibilidades de se transformarem em negócios. O projeto se mostrou uma ferramenta muito proveitosa”, garante Marcelo Zortea, gerente de exportações da empresa.
O Projeto Comprador é uma ação realizada através do Brazilian Furniture, com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (APEX-Brasil), e tem o objetivo de alavancar as exportações brasileiras de móveis. A edição realizada durante a Brasil Móveis 2011 reuniu 15 importadores do Chile, Colômbia, Estados Unidos, México, Panamá e Peru e 23 empresas nacionais em 80 reuniões realizadas no dia 10 e em outras 69, no dia 11 de agosto, gerando US$ 2,3 milhões em expectativa de negócios.
Para eles, mercado brasileiro é alternativa ao chinês
Se a postura receptiva dos importadores favoreceu a geração de negócios, também a preparação das empresas brasileiras contribuiu para tornar as rodadas do Projeto Comprador ainda mais produtivas. “Encontramos representantes bem guarnecidos de informações, apresentando móveis com bom design, qualidade e preço competitivo. Essa combinação configura os móveis brasileiros como alternativas bastante vantajosas em relação a concorrentes como os chineses, por exemplo”, aponta Ignácio Guerrero, da empresa mexicana Idea Forma y Transforma. As empresas brasileiras agradam também por seus diferenciais, entre eles a capacidade produtiva e a agilidade no atendimento de pedidos. “Trabalho com o mercado brasileiro há dez anos no segmento de móveis, artigos para decoração e acessórios. Hoje o Brasil representa algo em torno de 25% a 30% das vendas, e existe campo para expansão”, avalia Santiago de Angulo, da empresa Tugó, representante da Colômbia e Venezuela.
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