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  • 30.06.2011

    Dificuldade de competição ainda é entrave do setor moveleiro gaúcho

    O setor moveleiro gaúcho permanece com dificuldades de competição com outros Estados e, para que tal entrave seja resolvido, a Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) reforça a solicitação de envolvimento do Governo Estadual no sentido de ajudar a tornar a situação mais igualitária perante as demais unidades da Federação. “Temos uma grande dificuldade de competição, pois estamos numa região afastada do centro de abastecimento de insumos e matérias-primas”, explica o presidente da Movergs, Ivo Cansan. Em função disso, o setor arca com um custo maior de fretes e logística, de acordo com Cansan. “Culminando o rol de dificuldades, somos onerados com o custo de viabilizar o retorno dos nossos produtos para os centros consumidores, que também estão longe das nossas indústrias. Tudo isso afeta a competitividade e por vezes até a continuidade dos negócios”, detalha.
    O governo do Estado está disposto a incentivar o setor industrial moveleiro, assim como todos os governos trabalham para favorecer as indústrias de seu Estado. “Fizemos nossas solicitações ao longo dos últimos anos e os representantes do Governo as estão analisando. O governo que assumiu em janeiro deste ano está muito disposto e nos ajudar. Para tanto, está analisando a viabilidade das solicitações e se prontificando a fazer o máximo de esforço de modo a atender às demandas propostas”, aponta Cansan. “Esperamos dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelas indústrias moveleiras do Estado, setor que muito emprega e gera bem-estar social e renda”, completa o presidente da Movergs.
    No entanto, o prazo para o atendimento das reivindicações do setor é indefinido. “Esperamos que iniciem os trabalhos para atender às demandas e, com o decorrer do tempo, consigamos nos tornar competitivos, aumentando as receitas de nossas empresas”, afirma Cansan. “Ocorrendo isso, contribuiremos com mais encargos e, assim, o governo poderá ver que nossas solicitações são viáveis e continuarão trazendo benefícios a toda a sociedade”, revela.

    Exportações
    Outro impasse que o setor moveleiro gaúcho enfrenta é a questão da exportação, conforme o presidente da Movergs, Ivo Cansan. “Os problemas de logística, os altos custos dos pedágios e os próprios custos do porto afetam os negócios. Essa conjuntura acaba por comprometer, mais a cada ano, os mercados que conquistamos com muito esforço e empenho”, avalia.

    Principais reivindicações do setor moveleiro ao Governo
    • Suspensão de ICMS na compra de insumos e matérias-primas de fornecedores gaúchos destinada à produção de bens para a exportação
    • Imediata articulação do Governo gaúcho junto ao Governo Federal frente aos entraves impostos pelo Governo Argentino às exportações brasileiras de móveis;
    • Desoneração de impostos estaduais ou incentivos fiscais que venham a compensar a perda de competitividade causada pelos custos extras de frete;
    • Investimentos em infraestrutura, especialmente para manutenção e conservação das rodovias, além da diminuição dos valores cobrados nas tarifas de pedágios nas rodovias do Estado, bem como promover o desenvolvimento de outros modais como: hidroviário e o ferroviário;
    • Flexibilização das normas para projetos de plantio (silvicultura) e reflorestamento;
    • Ampliação no prazo para pagamento do ICMS corrente dos atuais 21 dias para 51 dias;
    • Criação de um Banco de Dados do Setor Moveleiro do Rio Grande do Sul e da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis.

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