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  • 03.05.2010

    Equalização do IPI e flexibilização do ICMS para exportadores

    A maré de boas notícias para o setor moveleiro parece não baixar. Depois da equalização do IPI, pelo Ministério da Fazenda, o governo do Estado anunciou ampliar o limite de utilização de créditos do ICMS para exportadores. A partir do mês de abril, as alíquotas do IPI sobre móveis passaram a ser de 5% para todos os produtos, medida elogiada pelo presidente das MOVERGS, Ivo Cansan. “Foi uma grande conquista que o setor conseguiu como resultado de uma luta que durou mais de 10 anos. Com o anúncio, colocamos um ponto final nas reivindicações do setor de estofados, móveis de aço e todos os similares que competiam em desvantagem”, comemora.

    O IPI que incide sobre painéis de madeira, inclusive madeira maciça, aglomerados e placas laminadas também foi equalizado em 5%. Para Cansan, essa diminuição da carga tributária facilita o fluxo de caixa das empresas e beneficia toda a cadeia produtiva. Dessa forma, as indústrias passam a desembolsar menos na hora da aquisição desta matéria-prima, sem precisar esperar pela compensação ou pela devolução deste imposto por parte do governo sem correção e com muito tempo de defasagem.



    No dia em que esteve palestrando para empresário no CIC de Bento Gonçalves, a governadora Yeda Crusius anunciou boas notícias para o setor moveleiro do Rio Grande do Sul. Ela assinou, no dia 27 de abril, um decreto flexibilizando o aproveitamento de créditos de ICMS para exportadores. A medida valerá entre abril de 2010 e fevereiro de 2011 e abrange diretamente os setores moveleiro, coureiro e calçadista. Para estes três segmentos, o aumento do limite de aproveitamento de créditos foi de 15% para 20%, enquanto para os demais setores o incremento foi de 10% para 15%.

    Em meio a um cenário tão positivo, a sinalização do aumento dos preços dos painéis e demais matérias-primas preocupa o setor. “Reajuste nos insumos de produção sempre acarreta em perda de competitividade para os fabricantes. Especificamente sobre painéis, que representam a grande fatia na composição dos custos do setor moveleiro, temos a certeza que o impacto no mercado, caso isso ocorra, será negativo”, garante Ivo Cansan.

    No entanto, o presidente da Movergs lembra que políticas de preços são independentes e que cada empresa adota seus próprios critérios. “Se o mercado irá aceitar aumento apenas o tempo dirá”, sentencia Cansan.

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