A reta final de 2010 traz projeções otimistas para o setor moveleiro gaúcho. A expectativa é de que haja elevação no consumo de móveis, na opinião de fabricantes e do comércio. Isso porque o crescimento das vendas nos últimos meses ficou aquém do esperado pelas indústrias – indicativo de que os consumidores programaram para o fim de ano a aquisição desse tipo de bens de consumo.
O otimismo segue dando o tom de 2011, conforme o presidente da Movergs, Ivo Cansan. “Uma conjuntura favorável está se desenhando para o segmento. No aspecto macro, estamos vendo o país crescer em todos os nichos da economia. Especificamente, a alta da construção civil, apoiada pelos fortes investimentos do Governo Federal no PAC, no projeto Minha Casa, Minha Vida, vai proporcionar uma demanda maior por móveis”, avalia.
Prova de que o setor está confiante para o próximo ano são as movimentações registradas nos parques fabris das indústrias moveleiras. Muitas estão estruturando ampliações e investimentos em novas tecnologias. Tudo para atender às demandas de um consumidor com perfil cada vez mais exigente – não só em termos de qualidade, mas, sobretudo, na relação custo x benefício.
Mercado externo
Se o panorama é promissor no mercado interno, o cenário internacional não é nada animador. As análises econômicas mostram quem vem pela frente um ano muito difícil, de acordo com o presidente Cansan. “A competição global é quase impossível para o setor moveleiro: temos um câmbio totalmente desfavorável, logística com muitos problemas, vários aumentos de matérias-primas – para citar alguns dos entraves. Tudo isso torna difícil a continuidade dos negócios. Somente com muito esforço e trabalho conseguiremos manter o mercado conquistado com muito sacrifício pelos fabricantes de móveis”, diz.
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