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31-03-2016
Crise reflete no setor moveleiro
O ano de 2016 já começa a dar sinais de que não será dos mais fáceis para o setor moveleiro.
De acordo com dados divulgados pelo relatório do IEMI – Inteligência de Mercado, referente a janeiro deste ano, a produção de móveis em volumes no Brasil alcançou 31,4 milhões de peças, uma queda de 19,4% se comparado ao mesmo período do ano passado.
No Rio Grande do Sul o cenário também não foi positivo. O Estado alcançou 4,6 milhões de peças, cerca de -14,1%. A indústria de transformação também sofreu retração de -13,3%.
O consumo aparente de móveis nacional chegou a 31,5 milhões de peças, com recuo de 19,8% em volumes. O gaúcho somou 4,5 milhões de peças, - 27,8%
A participação dos móveis importados no Brasil foi de 3,2%, mesmo número registrado no indicador anual. Já a dos móveis exportados foi inferior: 3%. No RS, os importados representaram 1,5% do consumo interno e os exportados 4,9%.
Outro segmento que apresentou números negativos nos últimos 12 meses foi o de geração de empregos. Conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego – CAGED, no mês de janeiro foram abertas 85 vagas de emprego no Brasil com registro em carteira, sendo 13 desses postos de trabalho no Rio Grande do Sul. Comparando com o mesmo período do ano anterior, a retração foi de 9,9% em âmbito nacional e de 8,5% no Estado.
A média salarial também caiu consideráveis - 11,1%. Na indústria de transformação esse índice é ainda pior: 18,8%, mostrando a ampla desvalorização.
A produtividade da indústria moveleira retraiu - 11,5% e a da indústria de transformação registrou - 1,9%.
Os índices negativos são reflexo das vendas do comércio varejista de móveis, que sofreram uma queda de 11,2% em volume e de 6,1% em valores. “Mesmo com a segunda queda consecutiva este ano no preço do mobiliário, as pessoas não estão comprando, pois não querem se endividar”, destaca o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul – MOVERGS, Volnei Benini.
De acordo com o executivo, a crise que se instalou no setor está diretamente ligada a crise política, econômica e institucional que atingiu o País. “Para mudar este cenário negativo será necessário entendimento entre os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Além de um esforço conjunto entre aqueles que fazem parte da “engrenagem” dessa máquina chamada Brasil: as empresas, os empresários e os trabalhadores! Estes são os responsáveis pela produção e pela geração de riquezas”.

