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07-07-2015
Desafio do setor moveleiro está em reinventar-se
Como fio norteador, a necessidade de mudança e inovação diante da instabilidade do mercado nacional e dos entraves econômicos: a partir desse contexto, o XXV Congresso MOVERGS reuniu mais de 400 profissionais e executivos em Bento Gonçalves, para acompanhar apresentações com dados do setor, análises econômicas e estratégicas para a gestão de negócios. Promovido pela Associação das Indústrias de Móveis do Estado Rio Grande do Sul, ocorreu no dia 01 de julho, no Dall’Onder Grande Hotel, com apoio da FIERGS/CIERGS.
Sucesso de público, a 25ª edição do encontro refletiu o interesse e preocupação dos empresários frente à pauta econômica do país. Desenvolvido a partir do tema “Metamorfose”, o evento convidou os participantes a refletirem sobre o mercado, as tendências de consumo e, também, suas empresas. “Essa foi uma das mais expressivas e representativas edições do Congresso MOVERGS. Os contornos da dificuldade econômica impulsionaram os participantes a buscarem conhecimento, troca de informações e alternativas diante do cenário atual. A atualização sobre a realidade do mercado e tendências de consumo sinaliza o que o setor necessita: a reinvenção dos serviços para manter a competitividade”, destaca o presidente da MOVERGS, Ivo Cansan.
Marcelo Prado, sócio-diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), abriu o ciclo de palestras apresentando o Relatório Setorial da Indústria de Móveis no Brasil. Conforme o estudo, a produção mundial de móveis alcançou US$ 464 bilhões em 2014. Mesmo com os efeitos da crise internacional, o panorama registra 93% de crescimento desde 2004, a uma taxa média de 7% ao ano. A indústria nacional somou 19 mil unidades produtivas que geram 298 mil empregos formais. Em 2014 foram produzidos 472 milhões de peças de móveis no Brasil, registrando uma queda de 0,9% sobre 2013. Em 2015 estima-se recuo de 0,1% em peças e alta de 5,7% em valores nominais. “A época de crise determina que a responsabilidade do crescimento sai do mercado e passa para as empresas. Mais do que nunca, é preciso inovar e agir”, comenta Prado.
Além do panorama atualizado do setor, diferentes especialistas passaram suas análises e expectativas quanto ao mercado. O economista José Roberto Mendonça de Barros fez uma avaliação do cenário econômico internacional e nacional enquanto Luciano Santos Tavares de Almeida analisou a importância do país como destino de investimentos. Pedro Janot encerrou a programação com a palestra “Como superar momentos de crise e reiventar-se”.

