MOVERGS - Associação das Indústrias de Móveis do Estado do RS

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Notícias

07-07-2015

Empresas devem assumir compromisso com o crescimento

Economista Marcelo Prado apresenta panorama setorial e acredita na responsabilidade da indústria para crescer e se mostrar competitiva

Trazendo um panorama atualizado do setor moveleiro, Marcelo Prado abriu o ciclo de palestras do XXV Congresso MOVERGS. Ao apresentar o Relatório Setorial da Indústria de Móveis no Brasil, o economista e sócio-diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) colocou em pauta os indicadores que acompanham o desenvolvimento do setor convidando, também, os executivos e profissionais para um exercício de reflexão diante do cenário econômico. Os dados foram divulgados na última quarta-feira, 01 de julho, em Bento Gonçalves.

Um deles foi o panorama mundial, que alcançou US$ 464 bilhões em 2014. Apesar dos efeitos da crise internacional fica registrado um crescimento de 93% desde 2004. A Ásia novamente aparece em destaque ao concentrar 56% da produção mundial – em seguida aparece a China com 43%. Em âmbito global, o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking com 3,4% de participação no valor total produzido (US$ 15,9 bilhões).

No cenário nacional, foram produzidos 472 milhões de peças de móveis em 2014 registrando uma queda de 0,9% sobre 2013. Em valores, a produção equivaleu a R$ 37,4 bilhões (4,1% superior a 2013). São Paulo e Rio Grande do Sul são os maiores estados produtores de móveis e colchões, com 23,3% da produção em 2014. Em 2015, a previsão também é negativa: estima-se recuo de 0,1% em peças, mas alta de 5,7% em valores nominais. “Do ano passado para esse, tivemos uma mudança de expectativa e isso é o que nos desestimula. Isso quer dizer que os modelos de crescimento dos últimos anos se esgotaram. Daqui para frente precisamos pensar em novos modelos se quisermos ter lucro”, afirma Marcelo Prado.

No mercado externo, os números são promissores. Em 2014 foi possível verificar uma mudança na tendência registrando queda de 0,2% nas importações e alta de 4,4% nas exportações. “O comércio externo retoma visivelmente o seu crescimento e não podemos abrir mão disso. O mercado vai mudando e precisamos mudar junto, buscando as melhores estratégias para conseguir estar em outros países”, comenta. Segundo Prado, para 2015 as exportações devem fechar em alta de 8,7% e recuo de 5,5% de produtos importados.

Para o varejo foram destinados 428 milhões de peças em 2014 – cerca de 90% do volume total ofertado ao mercado interno. No total foram comercializados R$ 63,8 bilhões em 2014. Em 2015, a estimativa sugere queda de 0,8% em volumes e crescimento de 4,4% em valores nominais: se confirmados esses resultados, o varejo irá movimentar 424 milhões de peças e R$ 66,6 bilhões até o final de 2015. “É nossa responsabilidade crescer independente do mercado. Cada um precisa enxergar o seu negócio e oferecer produtos inovadores para a retomada do crescimento”, afirma o economista.

Sem piloto automático

Para reaver o mercado e a competitividade, Marcelo Prado destaca que as empresas não podem se concentrar no “mais do mesmo”. Será necessário posicionamento combinado com criatividade, originalidade, ousadia e inovação. “A maior barreira aqui não é a financeira, mas a cultural. Se o empresário continuar fazendo o que vinha fazendo vai perder ainda mais. É preciso desligar o piloto automático e assumir o controle dos negócios”, analisa. Novas linhas de produto, segmentos, marcas, canais de distribuição e fontes de suprimento podem ser alternativas para contornar o cenário. Finalizou sugerindo: “Para a empresa ser competitiva é preciso uma combinação de fatores, mas ela precisa ter diferenciais. Aqui está a metamorfose, o poder de transformação para superar as barreiras”, destaca Prado.

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