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13-11-2015
Equilíbrio de gestão marca potência industrial
Para César Augusto Schmidt, diretor executivo do Grupo K1 – Kappesberg, empresas moveleiras devem manter o olhar atento fora e dentro de seus negócios
São 200 mil m² de parque fabril, 1800 colaboradores e presença em 35 mil pontos de venda no país. Os números traduzem a expressividade do Grupo K1 – com R$ 550 milhões de faturamento anual, a empresa é referência no mercado, conduzindo sete marcas, entre elas Kappesberg Móveis, Kappesberg Colchões, My Home, Idélli Ambientes. Presente no setor desde 1991, a empresa aposta em diferenciação de produtos, segmento ampliado de venda com valorização no mercado externo. Para César Augusto Schmidt, diretor executivo do Grupo K1, o segredo desse desempenho está em combinar uma boa gestão e visão de negócios. “É preciso olhar para dentro da empresa e também para fora, manter-se saudável e gerar necessidades”, ressaltou, durante o encontro ‘Indústria Moveleira do Rio Grande do Sul: a força dos grandes alavancando os pequenos negócios’ promovido pela MOVERGS e pelo SEBRAE, em Bento Gonçalves.
Ao destacar os momentos mais representativos da Kappesberg Móveis, empresa que iniciou a formação do Grupo K1, César Augusto Schmidt comentou os desafios enfrentados no decorrer de sua trajetória. “A empresa quebrou logo nos primeiros anos; após a falência de um de nossos maiores clientes. Mas com a dificuldade surgiu um dos principais aprendizados: não ter concentração de faturamento. Em 2004, tivemos o desafio de equilibrar competição e inovação. Foi um dos momentos mais difíceis da história da Kappesberg, em que foi preciso mudar o segmento de atuação. Abrimos mão do mercado de primeiro preço e partimos para produtos com diferenciação”, lembra.O resultado foi o surgimento de um novo conceito em móveis para linha infantil e infanto-juvenil aliando design, qualidade e conforto.
Em 2008, influenciados pela crise imobiliária nos EUA, novamente depararam-se com a necessidade de inovar. “Nessa época desenvolvemos cozinhas com visual moderno, cores chamativas e muito brilho. A nova proposta chamou a atenção dos consumidores”, afirma Schmidt. Para garantir a competitividade, a Kappesberg também apostou no mercado externo: atuando em 35 países, a empresa foi considerada a maior exportadora de móveis do Brasil em 2014.
Hoje, a empresa busca o equilíbrio. “Adequar custos e retirar o que é supérfluo é fundamental para o momento”, ressalta Schmidt. De acordo com o diretor, quem fizer o dever de casa, fugindo do primeiro preço e investindo em inovação, terá chances reais de se destacar no mercado. “Acredito em abrir o leque, aumentar a chance de venda. As empresas, principalmente as pequenas, devem trabalhar o conceito de marca. A comunicação e a divulgação são essenciais para que o cliente chegue na loja e pergunte pela sua marca”, finaliza.
Sobre o Grupo K1
Em 1991, Celso Theisen e Carlos Sost, decidiram iniciar uma atividade fora do horário de expediente, foi quando começaram a "Arte Móveis Kappesberg", em Salvador do Sul (RS), em um chalé de aproximadamente 35m², onde fabricavam artesanato em madeira. Começava a história, que hoje soma mais de 200 mil m² de área construída e 2500 m² de showroom. Com o apoio de mais um sócio, Oscar Sost, a empresa se mudou para a cidade de Tupandi, em 1995, devido aos incentivos oferecidos pelo município. A Kappesberg produz em torno de 11 mil móveis por dia que são comercializados em mais de 30 mil pontos de venda no Brasil e para mais de 35 países. Em 2015, o Grupo recebeu o Prêmio TOP OF MIND, como a marca de móveis mais lembrada no RS, e também o Prêmio Exportação RS, sendo a que mais exporta.

