MOVERGS - Associação das Indústrias de Móveis do Estado do RS

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17-07-2017

Futuro da produção de móveis é apresentado no 27º Congresso MOVERGS

Com o tema: “A indústria moveleira a caminho da Indústria 4.0”, o engenheiro alemão e especialista na área de produção conectada, Ernst Esslinger, foi o terceiro palestrante do dia.

Durante sua apresentação, explicou que todos os setores da Indústria 4.0 devem estar conectados, fato que, segundo ele, já pode ser experimentado no dia a dia com os diversos aparelhos das casas que estão interligados ciberneticamente. “A Indústria 4.0 deve ser encarada como uma oportunidade para a indústria e não como uma ameaça”, afirmou.

Esslinger mostrou o “Projeto de Referência Nacional de Segurança de TI na Indústria 4.0 – IUNO”, criado na Alemanha por 21 empresas parceiras, visando a segurança de TI na indústria 4.0. “Esta iniciativa já está acontecendo também em outros países”.

Na ocasião, o palestrante trouxe o exemplo de uma empresa líder de cozinhas na Sérvia, na qual o cliente faz o planejamento de seu produto através do site da mesma e recebe a mercadoria em até 48 horas. Ainda na fábrica, todas as peças recebem um código de barras, o que permite que a produção apresente uma margem de erro praticamente nula.

O engenheiro alemão apresentou, ainda, o Grupo HOMAG e explicou de que forma a “produção conectada” funciona dentro da empresa. Mostrou o sistema Tapio, desenvolvido pela empresa alemã e que representa uma solução para a indústria, podendo, com isso, reunir todo o tipo de fornecedores do setor. Uma de suas aplicações é tornar possível o acesso a uma máquina e suas configurações através de um celular.

Interfaces padronizadas e a importância da segurança na área de TI, foram destacados por Esslinger como pontos que são motivo de atenção na implementação da Indústria 4.0 no mundo. Mas foi positivo quando afirmou que a indústria moveleira é a que está mais próxima da Indústria 4.0, em determinados países, se comparada à de outros segmentos.

Já a respeito do Brasil, o palestrante destacou o principal obstáculo para a implantação da Indústria 4.0. “No momento o grande problema é o investimento. Para isso funcionar, é necessário um elevado investimento e o Brasil passa por uma crise”.

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