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02-10-2015
MOVERGS contra a PEC que recria a CPMF
Em mobilização contra o aumento da CPMF, a MOVERGS - Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul, manifestou, no dia 28 de setembro, sua contrariedade na recriação da mesma, enviando aos Deputados Federais um ofício solicitando o apoio pela NÃO aprovação da PEC que recria a CPMF, visto que considera que este não é o momento para novos tributos e aumento da carga tributária e sim, de se pensar em uma Reforma Tributária efetiva e simplificadora.
Conforme o IBPT, o Brasil é o país com a maior quantidade de taxas e impostos diferentes do mundo. Há países com carga tributária ainda maior do que a brasileira, de 35,42% do Produto Interno Bruto (PIB), mas a diferença é que o retorno de políticas para seus cidadãos (saúde, educação, infraestrutura, etc.) é muito superior ao oferecido no Brasil. De cada R$ 10 produzidos pelo país, R$ 3,50 são recolhidos em forma de impostos aos cofres da União, dos governos estaduais e municipais. Se a CPMF com alíquota de 0,2% passar, o valor subirá para R$ 3,60. Segundo especialistas, cargas tributárias de 30% do PIB são preocupantes e acima de 35% são indesejáveis porque travam o crescimento da economia. Se a CPMF ressuscitar no Congresso, como deseja o governo, serão 93 tributos em vigor, considerando impostos, taxas e contribuições, de acordo com levantamento do site Portal Tributário. Segundo Roberto Haddad, sócio da consultoria KPMG, não se tem notícia de um país com número tão grande de tributos diferentes.
Recriar a CPMF significa tirar poder de compra da população, sem oferecer em troca bem-estar. Além disso, onera os produtos fabricados no Brasil, uma vez que os tributos têm efeito cascata.
http://www.ibpt.com.br/noticia/2260/De-30-paises-Brasil-e-o-que-oferece-menor-retorno-dos-impostos-ao-cidadao

